A diabetes é uma doença que atinge milhares de pessoas espalhadas pelo mundo, sendo apontada como uma das principais causas de mortalidade em homens e mulheres, especialmente quando os pacientes não seguem as orientações médicas para tratamento e controle da doença. Sua principal manifestação é a elevação da glicose sanguínea, causada pela ausência da produção do hormônio insulina, ou pela falha na sua atuação no organismo. Essa elevação da glicose deixa os indivíduos mais susceptíveis a complicações inflamatórias, a problemas de cicatrização e de circulação sanguínea.

A diabetes também pode ter consequências importantes para a saúde e manutenção da qualidade da pele. Você sabe por que isso acontece e por que os diabéticos devem prestar muita atenção aos cuidados realizados com seus tecidos cutâneos? Confira o artigo abaixo e tire todas as suas dúvidas sobre esse assunto!

Principais características da pele do diabético

A pele do diabético é talvez uma das regiões mais afetadas pela dificuldade de circulação sanguínea manifestada por esse paciente. Como o fluxo sanguíneo é comprometido pelo excesso de glicose no sangue, as regiões do corpo que são irrigadas por pequenos canais de sangue, como acontece nos tecidos cutâneos, podem ter dificuldade de nutrição e hidratação. Por esse motivo, a principal característica da pele do diabético é a desidratação, causada pela dificuldade de chegada do fluxo sanguíneo nessa parte do corpo.

O envelhecimento precoce também é bastante observado nesses pacientes, já que a hiperglicemia também aumenta a produção de radicais livres, que lesionam as células cutâneas e diminuem a qualidade de seu aspecto visual e também sua funcionalidade. As dificuldades de cicatrização e o maior risco de desenvolvimento de infecções também são observadas nesses pacientes.

A importância do controle glicêmico no tratamento da pele

O principal tratamento para aumentar a qualidade da pele do indivíduo com diabetes é, sem sobra de dúvidas, a regulação da glicemia sanguínea circulante. Como a hiperglicemia é a principal responsável pelas manifestações dessa doença na pele e em várias outras regiões do corpo, é impossível estabelecer um tratamento estético para esse paciente se seu estado clínico ainda é considerado prejudicial para a saúde dos seus tecidos.

Por esse motivo, o tratamento da pele do diabético começa ainda no consultório médico, no acompanhamento de um clínico ou um endocrinologista, para que seja realizado o controle da glicemia sanguínea. Enquanto a glicemia apresenta instabilidade nesse paciente, os tratamentos estéticos serão somente paliativos e ajudarão a minimizar os efeitos colaterais dessa doença na região da pele.

Manifestações cutâneas tradicionalmente encontradas no diabético

Várias manifestações cutâneas são tradicionalmente encontradas no paciente diabético. Além da tradicional pele seca, esses pacientes apresentam envelhecimento precoce, queda da elasticidade do tecido e risco aumentado de desenvolver quadros clínicos como a acantose nigricans (caracterizada pelo escurecimento da pele nas regiões das axilas e no pescoço), a necrobiose lipoidica (ferimentos em placas nas pernas) e a bulose diabeticorum (desenvolvimento de grandes bolhas em várias regiões do corpo).

Cuidados com a pele do diabético

Para ajudar o diabético a minimizar os sintomas e os desconfortos cutâneos tradicionais dessa doença, alguns cuidados estéticos podem ser considerados essenciais. O hábito de usar hidratantes corporais pode ajudar a minimizar os sintomas da pele seca, assim como a manutenção de uma dieta rica em antioxidantes pode ajudar a reduzir a ação de radicais livres nessa região do corpo.

Os tratamentos das manifestações clínicas dessa doença, como a acantose nigricans e a necrobiose lipoidica deve ser acompanhada de perto por um dermatologista e um clínico geral, para que o controle da glicemia e dos sintomas dessas doenças secundárias seja realizado de maneira segura e saudável para o paciente.

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1 COMENTÁRIO

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