A busca pelo “corpo perfeito” tão almejado pela mulher moderna tem estimulado nos últimos anos a procura por técnicas como a drenagem linfática. Mas ao contrário do que muitos pensam, o procedimento não contribui para o emagrecimento, já que não há eliminação de gordura e sim do inchaço pela perda de líquido. Nesse contexto, é preciso ter extrema atenção com o quadro clínico de cada paciente, como é o caso dos diabéticos. E surge a importante questão: pessoas com diabetes podem receber a drenagem linfática?

Dados alarmantes

Em estudo científico realizado por um grupo brasileiro de acadêmicos da área, intitulado “Efeito da drenagem linfática manual sobre a glicemia e a glicose urinária em pacientes com diabetes mellitus tipo 1”, é descrita a influência imediata da drenagem linfática manual aplicada nos membros inferiores e seus efeitos sobre a glicemia capilar e a glicose urinária.

A questão tem ganhado força pois reúne uma prática de alta procura e um quadro clínico comum. Segundo dados divulgados no ano passado pela Sociedade Brasileira de Diabetes, o Brasil ocupa a 4ª posição no ranking entre os países com maior prevalência da doença: são 13,7 milhões de pessoas que sofrem do mal, e muitas ainda nem foram diagnosticadas.

Relembre o que é diabetes

O diabetes é uma síndrome metabólica de origem múltipla, decorrente da falta de insulina e/ou da incapacidade de a insulina exercer adequadamente seus efeitos, causando um aumento da glicose (açúcar) no sangue. O diabetes acontece porque o pâncreas não é capaz de produzir o hormônio insulina em quantidade suficiente para suprir as necessidades do organismo ou porque este hormônio não é capaz de agir de maneira adequada, tendo resistência à insulina.

A insulina, por sua vez, promove a redução da glicemia ao permitir que o açúcar que está no sangue possa penetrar dentro das células, para ser utilizado como fonte de energia. Portanto, se houver falta desse hormônio ou mesmo se ele não agir corretamente, haverá aumento de glicose no sangue e, consequentemente, o diabetes.

Drenagem linfática para diabéticos

A literatura científica possui número reduzido de pesquisas sobre intervenções fisioterapêuticas em pacientes com diabetes. Por isso, o estudo citado acima submeteu sete pessoas com diabetes mellitus tipo 1 a nove intervenções de drenagem linfática manual (DLM), método Vodder. Antes e depois dos atendimentos foram analisadas as variáveis de glicemia capilar e glicose urinária.

No resultado final, foi possível observar a redução na glicemia capilar em 74,6% da amostra, aumento em 23,8%, e sem alteração em 1,6%. Enquanto a redução da glicose na urina foi observada em 60,3% das amostras, aumento em 38,1%, e sem alteração em 1,6%. Quando submetidos à análise estatística, observou-se diferença significativa nos dois exames.

Todos os pacientes relataram que, após o início da drenagem linfática, passaram a fazer uma monitoração maior da glicemia em ambiente domiciliar. As pessoas pesquisadas também afirmaram que, com este maior controle glicêmico, foi possível reduzir o número de aplicação de unidades de insulina de ação rápida, mesmo sem qualquer mudança nos hábitos de vida ou alimentares.

Sim, é uma boa opção

Além de incentivar o controle glicêmico domiciliar, a drenagem linfática age diretamente sobre o edema, sintoma mais comum que costuma afetar em especial os membros inferiores dos diabéticos. “Concluímos que a drenagem linfática manual, método Vodder, aplicada em membros inferiores, apresentou efeito agudo na redução da glicemia capilar e da glicose urinária em portadores de diabetes mellitus tipo 1”, finaliza o estudo.

Por isso, antes do início das sessões de drenagem linfática é importante ter uma conversa aberta e detalhada com cada paciente. Questionar se foram feitos exames recentes e analisar qual é o melhor método do procedimento a ser aplicado. Também é importante ressaltar que nestes casos a drenagem deve ser feitas por pessoas capacitadas, como enfermeiros dermatologistas e estéticos. Além disso, promover mudanças saudáveis ao estimular a prática do controle glicêmico, cada seja constatado o quadro de diabetes.

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