Enfermagem: Saiba tudo sobre o tratamento de feridas com Ozonioterapia

Vocês sabiam que o Ministério da Saúde incluiu 10 novas práticas integrativas no SUS, e entre elas, a Ozonioterapia se destaca pela eficácia em diversos tratamentos? No Brasil, a técnica que utiliza a mistura dos gases de oxigênio e ozônio, gera uma molécula altamente reativa e capaz de estimular a cicatrização e curar feridas mais […]
Ozonioterapia - Enfermagem
Vocês sabiam que o Ministério da Saúde incluiu 10 novas práticas integrativas no SUS, e entre elas, a Ozonioterapia se destaca pela eficácia em diversos tratamentos? No Brasil, a técnica que utiliza a mistura dos gases de oxigênio e ozônio, gera uma molécula altamente reativa e capaz de estimular a cicatrização e curar feridas mais rápido. O ozônio tem alto poder bactericida por ataque direto aos microorganismos com a oxidação do material biológico. Ao penetrar no organismo ele melhora a oxigenação e o metabolismo corporal. Por isso, quando aplicado em baixas doses, ele é capaz de estimular o sistema imunológico.

Como é utilizado o ozônio no tratamento das feridas?

A ozonioterapia no tratamento de feridas é utilizada com o objetivo principal de reduzir a carga microbiana local, devido sua ação bactericida e fungicida. Quando se alcança uma ferida limpa, reduz-se a concentração da mistura ozônio-oxigênio e prossegue-se a aplicação a fim a de otimizar o processo cicatricial. São efeitos da ozonioterapia no tratamento de feridas: ação bactericida e bacteriostática, viricida e fungicida; aceleração da neoangiogênese; aumento do número médio de fibroblastos; aumento da capacidade de absorção do O2 por parte do eritrócito; e estimulação do sistema imunológico.

O parecer da ozonioterapia na enfermagem

O Plenário do Conselho Federal de Enfermagem – COFEN, emitiu o Parecer Normativo n° 001 de 2020, datado de 20 de fevereiro de 2020, que fundamenta inúmeros usos do ozônio e sua técnica chamada de Ozonioterapia. O citado relatório define a Ozonioterapia como a administração terapêutica de ozônio caracterizada pelo aumento da oxigenação tecidual e consequente aumento do metabolismo, podendo ser aplicado por vias sistêmicas e tópicas, e utilizando concentrações variadas de acordo com a patologia de cada paciente.

O COFEN é favorável em utilizar o Ozônio na enfermagem para as seguintes práticas:

  • Tratamento de feridas (água, óleo ozonizado)
  • Hidrocolonterapia com ozônio
Enfermeiros são autorizados, pelo COFEN, a utilizar ozonioterapia Dentre as diversas formas de aplicação do ozônio, no tratamento de feridas ele pode ser utilizado em tratamento tópico com bolsa, aplicação em água e/ou azeite ozonizado. O soro fisiológico ozonizado é muito instável e deve ser utilizado imediatamente, já o óleo de girassol ozonizado e o creme ozonizado possuem maior estabilidade desde que mantidos sob refrigeração. A terapia que contém poucas contraindicações e mínimos efeitos secundários, quando aplicada de maneira correta, consegue trazer benefícios para a saúde do paciente como um todo. Isso porque, o ozônio é um elemento que contém propriedades altamente bactericidas, fungicidas e antivirais, com capacidade de estimular a circulação sanguínea e ativar o sistema imunológico do organismo, justificando assim sua possível utilização no tratamento de diversas doenças diferentes.

Entre as doenças e condições de saúde em que a ozonioterapia é indicada, temos:

Dores crônicas: Principalmente lombares (relacionadas ou não à hérnia de disco) e de origem articular, em especial artrites e poliartrites crônicas. As propriedades e anti-inflamatórias e reguladoras do sistema imunológico do ozônio, são seu princípio básico da ação. Problemas circulatórios: Frio nos pés ou dores após curtas distâncias de caminhada são sintomas de problemas circulatórios que podem ser corrigidos por meio da ozonioterapia. Neste caso, o ozônio é aplicado como um complemento, em uma combinação com outros tratamentos regulares. Feridas infectadas: O tratamento de feridas infectadas é um dos casos clássicos do uso de ozônio. Inicialmente utilizando de sua característica bactericida e fungicida, a utilização do ozônio visa obter uma ferida limpa e livre de germes, para, posteriormente, com doses mais baixas da mistura gasosa oxigênio-ozônio, acelerar a cicatrização da mesma. Doenças virais: Doenças virais como herpes simples e herpes zoster, podem ser tratadas com ozônio de maneira satisfatória. Na maioria das vezes, o tratamento é combinado com outros métodos terapêuticos. Lesões de pele: o ozônio é um elemento altamente eficaz no combate a fungos persistentes, especialmente dos que se alojam nos pés (micoses em unhas), infecções de fungos do tronco ou infecções fúngicas das mucosas. Doenças oculares: Distúrbios circulatórios podem culminar em mudanças atróficas e degenerativas da visão. Uma pesquisa realizada na Universidade de Siena mostra que, após a infusão do sangue ozonizado do próprio paciente, houve uma melhora na visão com duração de 6 a 8 meses, podendo produzir melhoras adicionais ou impedir uma piora posterior quando continuada. Doenças malignas (câncer): O objetivo da aplicação do ozônio, é produzir a propriedade imunoativadora da mistura gasosa, gerada quando é aplicada em doses menores. O tratamento consiste na ozonização do sangue do paciente, que quando é reintroduzido, produz uma cascata de reações imunes positivas, contribuindo para a resistência e bem estar do paciente. A maioria dos casos de aplicação de ozônio em pacientes é realizada em séries de 10 a 12 sessões, com possíveis séries adicionais sendo aplicadas em casos especiais. Lembrando que a ozonioterapia pode ser realizada por enfermeiros, desde que estes estejam habilitados, realizando cursos de capacitação com carga horária mínima de 120 horas. Se você é enfermeiro e já atua com a técnica de ozonioterapia ou deseja se aprofundar mais sobre, deixe seu comentário sobre a aplicação de ozônio na enfermagem!

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