PMMA, silicone industrial e vários anestésicos também foram encontrados no local

E começamos o mês de agosto do mesmo jeito que terminamos o mês de Julho, com profissionais mau capacitados e até mesmo sem habilitação, que realizam procedimentos estéticos PROIBIDOS. Desta vez, Fernanda Silva Almeida, que se denominava Dra. Enfermeira nas redes sociais, foi presa em flagrante por aplicar PMMA e Silicone Industrial em salão de beleza do Rio de Janeiro.

Ela disse, em depoimento, que trabalha no Hospital Federal dos Servidores do Estado, como auxiliar de enfermagem. Mas em seu salão de beleza, foram encontrados equipamentos cirúrgicos de outro hospital. Calma! Ela, mesmo sendo auxiliar de enfermagem, não pode atuar com estética e muito menos com PMMA e Silicone Industrial, ou seja está mentindo assim na “LATA” né sabichona? É mais falso do que o corpo dela.

Dra. enfermeira 2

Fernanda Silva de Almeida, já tinha cinco anotações criminais. Em 2014, ela foi autuada no crime contra ordem tributária, por portar produtos fora da validade.

Em 2016, respondeu uma investigação sobre injúria. Por fim, em 2017 ela respondeu por exercício ilegal da medicina, ameaça e novamente por portar produtos fora da validade. Só tem a “carinha” de santa, porque na verdade é uma pilantra.

“Dra. Enfermeira” tinha em seu salão de beleza inúmeros materiais para implantes estéticos vencidos

Após uma busca pelo salão de beleza, onde a “Dra. Enfermeira” realizava atendimentos, os policiais encontraram cerca de 200 caixas de PMMA (polimetilmetacrilato), silicone industrial e anestésico, além do gerente do estabelecimento que foi detido e o local interditado, já que funcionava sem alvará.

salao de beleza - Dra. Enfermeira

Agora, assim como vocês, estamos nos perguntando: Como essas pessoas conseguem comprar isso? Como a aquisição desses produtos em alta quantidade é tão acessível aos profissionais não habilitados? Quem será que sustenta esse mercado negro?

Produtos apreendidos - Dra. Enfermeira

A peça chave para esse mercado negro rodar deste jeito é o Médico, pois é o profissional prescritor destes medicamentos mortais.

Vocês podem observar que sempre tem um médico na ponta desse contrabando! Jamais vocês encontrarão enfermeiros, biomédicos e farmacêuticos, justamente pois seus respectivos conselhos de classes não permitem isso.

Certamente as próprias fabricantes são coagidas a fornecer tais produtos só para médicos, não é mesmo?  Com isso quem não pode comprar implora para os pilantras desses médicos e daí fica tudo certo.

Agora pensem, se uma dessas grandes empresas, como por exemplo a Allergan, for pega dispensando produtos para “não médicos” as sociedades médicas de dermatologia e cirurgia plástica certamente irão boicotar a marca, não é?

Há um esquema atrás de tudo isso, há certamente um monopólio e um pacto oculto para favorecer somente a classe médica.

Ex-paciente da “Dra. Enfermeira” está com infecção nas nádegas

Uma paciente da auxiliar de enfermagem Fernanda Silva, está enfrentando há mais de um mês uma forte infecção nas nádegas devido a aplicação de PMMA.

A mulher conta que conheceu a “Dra. Enfermeira” através de uma amiga e, em setembro do ano passo foi pela primeira vez até a clínica clandestina onde Fernanda atuava como ENFERMEIRA, mesmo não tendo habilitação para tal.

A mulher, após acompanhar o caso do “Dr. Bumbum” que ganhou repercussão nas mídias, procurou a Delegacia do Consumidor (Decon) para registrar o ocorrido.

“Uma amiga disse que já tinha feito o procedimento com a Fernanda na Clínica dela no Rio. Todas as vezes que fui, um senhor me buscou e me levou de volta ao aeroporto. A Fernanda dizia que era enfermeira e que podia realizar o procedimento. Voltei mais duas vezes lá, a segunda vez foi em novembro e o último retoque foi no dia 10 de janeiro de 2018”. Conta a vítima.

Alguns meses depois da aplicação, a dona de casa passou a sentir muitas dores nas nádegas e, depois de ir a um médico, ele acabou percebendo que a inflamação estava diretamente ligada ao procedimento.

“Foi então que comecei a conversar com outras mulheres que já tinham passado pelas mãos da Fernanda. E vi que eu não era a única. O meu médico disse, inclusive, que parte do material injetado nas minhas nádegas pode ser silicone industrial. Estou muito desesperada com tudo isso. Não sei se terei que fazer uma outra cirurgia para tentar extrair esse produto do meu corpo. Não aconselho isso para ninguém”.

COREN-RJ se manifesta e diz que irá apurar as infrações

Em nota, o Conselho Regional de Enfermagem disse que vai apurar as infrações cometidas:

“Fernanda da Silva de Almeida é inscrita como auxiliar de enfermagem no Conselho Regional de Enfermagem – Coren-RJ – desde 2002. A profissional não tem inscrição de enfermeira. Diante do exposto pela reportagem, a presidência do Coren-RJ, convocará a profissional citada para apurar supostas infrações éticas cometidas”.

São pessoas desse tipo de estão denegrindo a imagem dos profissionais enfermeiros que lutam e andam lado a lado com o conselho de classe para derrubar liminares imposta pelo CFM que impedindo nossa atuação na área estética.

Precisamos nos unir contra essa pilantragem toda e denunciar irregularidades

Muitos médicos sem qualificação e muitos profissionais da área de saúde sem qualificação para realizar qualquer procedimento estético acabam se apresentando como se fossem profissionais de qualidade irretocável e se vendem em mídias sociais como se fossem verdadeiros baluartes da medicina ou da cirurgia plástica, o que é sempre um grande atrativo, e os pacientes acabam sendo iludidos.

É importante conscientizar a população para os riscos de um procedimento com profissionais não qualificados. Na verdade é dramático e lamentável que precisem ocorrer tragédias como essas veiculadas pela imprensa nos últimos dias, para que a população fique atenta para a periculosidade que é os procedimentos estéticos por profissionais não qualificados e não habilitados;

Portanto, devemos sim, denunciar toda a irregularidade dos estabelecimentos desse tipo e de principalmente desses profissionais que estão brincando com a vida das pessoas. Além de denunciar irregularidades, cabe a vocês também pesquisarem mais sobre os profissionais que irão lhe atender.

Busque informações além das necessárias, ligue nos conselhos, mande e-mail, saiba da formação daquele profissional, referências, se a clínica é realmente uma clínica e não um salão de beleza, ou a cobertura de um apartamento.

Desconfie completamente de valores abaixo do mercado, e desconfie mais ainda da “medicina de instagram”. Tenha amor pela sua vida, todos temos um pouco de “jornalismo investigativo” na veia, então coloque isso em prática e busque mais informações sempre!

Fontes: G1 e Jornal Extra

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