Projeto foi desenvolvido na cidade de Leeds, no Reino Unido

Enfermeiras especializadas em tuberculose, da cidade de Leeds, na Inglaterra, desenvolveram um novo caminho de cuidados para garantir que alguns de seus pacientes mais vulneráveis ​​recebam o apoio completo que precisam, incluindo ajuda para encontrar moradia e trabalho.

A iniciativa tem acompanhado enfermeiras do Serviço Comunitário de Tuberculose de Leeds – parte do Leeds Community Healthcare Trust – trabalhar com uma ampla gama de profissionais e organizações em uma tentativa de evitar o atraso em casos mais complexos da doença.

Anteriormente, os enfermeiros gastavam muito tempo tentando identificar fontes de apoio para pacientes com a doença e que “não possuíam recursos públicos”, como resultado de sua condição de imigrante.

Muitas vezes as pessoas nessa situação acabam ficando no hospital mais do que o necessário, porque não têm para onde ir, explicou a coordenadora de tuberculose, Jayne Burnett, para o Nursing Times.

“A logística de tentar tirá-los do hospital e encaminhá-los para uma propriedade foi difícil”, disse ela.

Embora o serviço geralmente tratasse apenas dois ou três casos por ano, eles poderiam consumir uma quantidade desproporcional de tempo e energia, explicou ela.

Desenvolvimento do projeto e esperança

No entanto, a esperança é que o novo caminho de cuidados desenvolvido pelo Leeds City Council, o departamento de serviços sociais e o serviço de habitação indique que o suporte pode ser implementado rapidamente.

Sob o novo sistema, as pessoas são primeiramente avaliadas pelos serviços sociais e, se não tiverem necessidade de assistência social, são encaminhadas para o serviço Leeds Housing Options, que realiza uma avaliação de acomodação e um pagamento de subsistência.

Eslovaco com tuberculose foi o primeiro a ser atendido

O primeiro paciente a se beneficiar dessa nova maneira de trabalhar era um homem que havia sido vítima da escravidão moderna por 13 anos.

Nascido na Eslováquia, ele foi traficado para o Reino Unido em 2005 e forçado a trabalhar sem remuneração, muitas vezes sem comida.

Ele tinha um histórico de tuberculose e, após escapar de seus traficantes foi parar em Leeds. Lá foi internado no hospital, onde foi diagnosticado com tuberculose miliar.

O homem permaneceu no hospital por tanto tempo que perdeu seu lugar em um refúgio e, sem recursos públicos, lutaria para encontrar moradia alternativa.

No entanto, o projeto mostrou que a equipe era capaz de garantir-lhe uma propriedade e um pequeno subsídio semanal.

Além de realizar os DOTs (tratamentos diretamente observados), membros da equipe, incluindo Burnett e a aliada de enfermagem Alison Wright, trabalharam com outros profissionais para garantir que o homem recebesse o apoio que precisava para viver de forma independente.

Isso incluiu a ligação com as equipes de enfermagem da comunidade para garantir que o paciente recebesse medicação e apoio psicológico.

A equipe também apoiou o homem a se registrar com um médico da família, começar a procurar trabalho e se inscrever em agências de emprego, além de ter acesso às aulas de inglês.

A Sra. Burnett também o ajudou a obter apoio da Citizens UK, que forneceu conselheiros e organizou uma reunião com advogados especializados para ajudá-lo a continuar vivendo no Reino Unido.

tuberculose enfermeiras
Jayne Burnett e Alison Wright

Nova parceria com a Citizens UK

A iniciativa levou a um novo trabalho de parceria com a Citizens UK e ao desenvolvimento de uma nova rota de encaminhamento para pacientes com diversos problemas.

“Qualquer pessoa com problemas – se eles não podem trabalhar por causa de sua tuberculose ou eles têm problemas de moradia, agora podemos nos referir diretamente ao Citizens UK, que irá avaliá-los e ajudar a resolver seus problemas”, disse Burnett.

“Temos uma boa relação com esses serviços e podemos trabalhar juntos para um melhor resultado para o paciente”, disse ela.

Que projeto incrível, não é mesmo? A Enfermagem vai muito além do que podemos imaginar. <3 E você, gostou do artigo? Deixe se comentário!!

Fonte: Nursing Times

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