Para ajudar a explicar a luta do enfermeiro esteta sobre o direito de prescrever alguns medicamentos para pacientes, incluindo substâncias usadas na estética, o enfermeiro esteta Anderson da Silva Spinola explicou alguns pontos chaves que ajudam a entender algumas questões sobre as quais a classe da enfermagem como um todo tem lutado nos últimos anos.

“A prescrição de alguns medicamentos pelo enfermeiro esteta na prática não foi negada e nem liberada. Ela está amarrada dentro do parecer 197/2014 do Cofen (Conselho Federal de Enfermagem), explica Anderson.

“Dentro dos protocolos das instituições de saúde, o enfermeiro já atua e manipula medicamentos bem mais potentes. Na cidade de São Paulo a Farmácia Popular já tem hoje que aceitar o receituário de antibióticos e outros medicamentos emitido pelo enfermeiro. Estamos pleiteando junto ao Cofen uma legislação específica que nos possibilite, dentro dos protocolos da estética, prescrever uma vitamina C manipulada, ou outra substância como Nebacetin, entre outras que podem ser necessárias em um pós-tratamento, ou em algum momento do tratamento específico, realizado por aquele paciente.

“Essa situação em que as farmácias não aceitam o receituário do enfermeiro para medicamentos que o paciente consegue comprar sem receita é incoerente”, diz Anderson.

Segundo ele, a televisão faz anúncios de medicamentos como Gino Canestein, para doenças venéreas feminina que possui antibiótico e pode ser comprado sem receita, Luftal, Aspirina, Nebacetin, todos podem ser comprados sem receita no balcão da farmácia, mas se o paciente chegar com a receita do enfermeiro  a farmácia não tem obrigação de acatar e o farmacêutico pode mudar o medicamento recomendado pelo enfermeiro por algo melhor e mais moderno. “E nós podemos orientar o número de vezes de uso, quantidade, dosagem, cuidados e orientações que o paciente deve ter comprando o medicamento em questão”, ressalta o presidente da Sociedade Brasileira de Enfermagem Estética.

De acordo com Anderson, os enfermeiros não entendem o porquê dessa resistência em aceitar suas receitas em farmácias de manipulação. “Dentro dos hospitais e da UTI nós manipulamos drogas muito mais potentes, com maior letalidade e somos nós que verificamos se o paciente precisa que aumente ou diminua dosagens de alguns medicamentos, por exemplo.

“Em uma sala de emergência administramos glicose em um paciente e é a mesma substância usada no procedimento de Microvasos PEIM”, explica.

Além da dificuldade com a prescrição de medicamentos manipulados que carecem de uma resolução do COFEN para entrar em acordo com a RDC nº 67 2007 – ANVISA, outro grande problema que os enfermeiros encontram é a respeito da compra de substância para uso na estética através de fornecedores.

Até que a regulamentação definitiva saia, o ideal, segundo Anderson, é que o enfermeiro esteta trabalhe em parceria com laboratórios ou colegas biomédicos que possam comprar as substâncias usadas na estética sem maior burocracia”, finaliza o enfermeiro esteta.

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5 COMENTÁRIOS

    • Dra. Coelho boa noite! Qual era a sua expectativa? Diga nos para podermos investigar e soltar mais matérias. Agradecemos pela sua interação no post e em nosso blog. Sinta-se a vontade para interagir mais e mais!

  1. Olá, minha dúvida era se existia uma lista de medicamentos autorizados, para uso dos enfermeiros estetas, na prescrição de um manipulado ou dermocosmético, mas pelo que entendi no seu texto, essa questão está na justiça, é isso?

    • a maioria dos medicamentos de farmácia de manipulação independem de prescrição, pois não são substâncias controladas, como por exemplo peelings, nutricosméticos, fitoterápicos e etc.

Comente abaixo! Extravase!! Liberte-se!!! Faz bem pra pele e pra alma!!!!

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