Na busca pela perfeição e de levantar a autoestima, diversas pessoas estão recorrendo aos procedimentos estéticos nas mãos de profissionais despreparados e que agem de má-fé

O que na verdade era para ser apenas uma intervenção estética, se transformou em um pesadelo para cerca de 30 pacientes do médico Wesley Murakami após procedimentos estéticos com PMMA.

O médico Wesley Murakami se apresenta como especialista em cirurgias estéticas de harmonização facial e bioplastia e nem sequer possui título de especialista. Como se não bastasse, a substância utilizada, com frequência, por ele é o PMMA. A principal causa de várias mortes, já publicadas no blog.

A substância é perigosa e levou a vida de outras pessoas que recorreram ao procedimento estético com a substância. Nós, do blog, já deixamos claro em matérias anteriores sobre o perigo de utilizar o polimetilmetacrilato.

Pacientes relatam experiência traumática após o procedimento com PMMA

A emissora da TV Record de Goiás entrou em contato com um dos pacientes do médico, Wesley Murakami, que passou por uma bioplastia em 2012. O procedimento consiste na aplicação do PMMA – Polimetilmetacrilato, no entanto o uso em excesso em “locais onde não havia necessidade”, deixou o rosto do paciente todo desconfigurado.

A vítima, pagou cerca de R$10 mil para o médico realizar o procedimento, mas o sonho do rapaz virou um terrível pesadelo sendo impossível de se reverter.

“Foi muito traumático. O plástico vai ficar na minha cara o resto da vida. Esse cara tem que parar, continua estragando a vida de muita gente”, afirma.

Além do paciente acima, outro caso surgiu. A administradora Amanda, também recebeu um orçamento de R$29 mil para uma bioplastia, mas preferiu fazer apenas na mandíbula, o que resultou no preço final de R$8,8 mil e muitos choros.

“Ele disse a culpa por eu ter ficado assim era totalmente minha. Ele me disse que era porque estava acima do peso ou era algo hormonal, mas eu estava com 45kg na época. Disse ainda que eu deveria colocar mais PMMA para resolver o problema”, afirmou.

Amanda viu sua autoestima cair definitivamente quando tomou um susto ao ver a deformidade.

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    PMMA é considerada substância altamente insegura e não é recomendada pela SBBME

    Não é de hoje que, o blog, informa a vocês leitos que o uso do PMMA é totalmente impróprio e inseguro, não é mesmo?

    Já relatamos que a Sociedade Brasileira de Biomedicina Estética, Associações Farmacêuticas e Associações de Enfermagem, seguem o posicionamento da SBBME sobre o uso do PMMA para fins estéticos.

    A indicação da Anvisa é que o PMMA apenas possa ser utilizado para o tratamento de deformidades, principalmente em pacientes HIV positivo, e em pequenas quantidades. E, vale ressaltar que, apenas os conselhos de biomedicina, enfermagem, farmácia e odontologia condenam o uso do PMMA.

    Mas, e o conselho de Medicina? Vão esperar mais algum paciente morrer ou ficar com sequelas irreversíveis, causadas pelas mãos de médicos irresponsáveis? O mais engraçado é que, quando querem soltar fake news e liminares contra os outros profissionais estetas são rápidos, mas quando o nó “aperta” para o lado deles são os primeiros a se esconderem de baixo do pano, não é mesmo?

    Vale ressaltar que, o uso do PMMA não é recomendado pela Sociedade Brasileira de Biomedicina Estética (SBBME), e mesmo assim diversos profissionais insistem em utilizar o produto em procedimentos estéticos.

    “A SBBME não recomenda o uso de PMMA para fins estéticos dessa maneira. É um produto que pode ter uma série de complicações a longo prazo. Dependendo do caso, pode levar o paciente a óbito, como no caso da bancária Lilian Calixto, e em outros casos podem deixar sequelas horríveis.”, afirma Dra. Ana Carolina Puga.

    Riscos do PMMA são gigantescos, todo cuidado é pouco

    A colocação do produto é feita de maneira similar à do hidrogel: com uma microcânula e sob anestesia local.

    Os riscos inerentes ao PMMA são ainda maiores do que os observados no hidrogel, ou seja se causa qualquer tipo de problema, ele fica para sempre, pois não é possível retirar a substância. O produto pode mudar de lugar, levando a deformações, além de provocar degeneração nas células do organismo.

    Além disso, se o produto for injetado por engano dentro de um vaso, o paciente fica sujeito a embolias que podem levar à morte, que foi o caso da bancária Lilian Calixto. A mulher veio a óbito por embolia pulmonar, além de necroses na pele.

    Já vimos casos com sequelas terríveis, pois uma substância como essa pode sair do lugar, provocar infecções, cair na circulação e a retirada do produto é extremamente difícil, pois não é possível distingui-lo de outros tecidos do corpo. Chega a dar medo, né?

    Fonte: G1 e Metrópoles

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