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Por que os enfermeiros devem se especializar em procedimentos injetáveis na estética

Com a resolução do Cofen (Conselho Federal de Enfermagem) que irá regulamentar a atuação do enfermeiro na área da estética prestes a ser definida, entrevistamos o presidente da Sociedade Brasileira de Enfermagem Estética, Anderson da Silva Spinola sobre a importância do enfermeiro se especializar em procedimentos injetáveis nessa área. Confira alguns dos motivos que explicam […]

Com a resolução do Cofen (Conselho Federal de Enfermagem) que irá regulamentar a atuação do enfermeiro na área da estética prestes a ser definida, entrevistamos o presidente da Sociedade Brasileira de Enfermagem Estética, Anderson da Silva Spinola sobre a importância do enfermeiro se especializar em procedimentos injetáveis nessa área. Confira alguns dos motivos que explicam a atuação do enfermeiro na área da estética.

O enfermeiro tem habilidade com agulhas e injeções, ele está acostumado a pegar veias, tirar sangue, aplicar injeções, ou seja, isso já faz parte do dia a dia dele. Como você acha que ele poderia usar esses conhecimentos para a área da estética, se resolver aprender toxina botulínica, preenchimento, por exemplo?

O Enfermeiro atua com injetáveis desde sua formação acadêmica. Inclusive seus técnicos e auxiliares, que possuem destreza para tal, estão nos diversos equipamentos de saúde fazendo injetáveis 24 horas por dia. A diferença está no fato de que Enfermeiros têm o conhecimento mais aprofundado sobre interações medicamentosas, ação das drogas e indicação das mesmas. Vale ressaltar que durante a formação do pessoal de nível técnico, auxiliar e superior na Enfermagem é o Enfermeiro, e somente este, que ensina tais profissionais a avaliar, entender a necessidade, selecionar os materiais para punção e resolver as intercorrências decorrentes do procedimento. Aplicamos medicamentos por via intramuscular, subcutânea, intradérmica e endovenosa e sabemos exatamente o que estamos fazendo, pois devido à infinidade de produtos existentes no mercado devemos ser mais criteriosos do que os prescritores; não basta executar, tem que concordar. As equipes de saúde e o próprio sistema de saúde confiam na Enfermagem para a realização dos procedimentos injetáveis. Atuamos com drogas potencialmente letais em sala de emergência, UTI, sala de parto, centro cirúrgico, quimioterápicos, etc. são situações com risco iminente de morte. Logo, trabalhar com toxina botulínica, preenchedores, fios de dermosustentação e PEIM em consultório não será nenhum problema para o profissional de enfermagem que estiver habilitado.

Com a resolução do enfermeiro esteta prestes a sair, aprender a realizar esses procedimentos é um investimento que o enfermeiro que gostaria de seguir na área da saúde estética deve procurar?

O parecer 197/2014 do COFEN ressalta que a Constituição garante a todos o direito de capacitar-se; que a estética não é privativa de uma categoria profissional; e que não se deve limitar ou cercear as atividades do Enfermeiro capacitado. O mesmo parecer também nos mostra que, apesar de ainda não existir uma legislação específica para a Enfermagem Estética, o profissional devidamente capacitado poderá realizar diversos procedimentos estéticos, dentre eles a aplicação da toxina botulínica, desde que responda pelos seus atos. Assim sendo, o Enfermeiro que deseja realizar os procedimentos estéticos deverá capacitar-se em cursos que o habilitem para tal, cumprindo o que diz o parecer. Apesar de não ter força de lei um parecer emitido por um Conselho Federal induz toda a categoria a seguir o que foi dito.

Por ter essa habilidade com agulhas, você acha que o enfermeiro tem mais facilidade de aprender os procedimentos injetáveis? E depois executar isso em pacientes com uma mão mais suave e conhecimento específico da derme?

Devido à sua prática diária com injetáveis, o medo e a insegurança de perfurar a pele do cliente já foram superados pelo Enfermeiro, que pode concentrar-se em outros aspectos do curso de toxina botulínica, como por exemplo, na avaliação do envelhecimento cutâneo e nos pontos de inserção da toxina, evitando erros como ptose ou paralisia de regiões que não precisam.

A união de enfermeiros estetas acredita que o que foi dito no parecer 197/2014 será ajustado e os procedimentos injetáveis serão contemplados pela legislação que está prestes a ser lançada. Os profissionais aguardam ansiosamente.

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