Uma matéria publicada pelo portal da CBN na última segunda-feira (29) de Julho, trouxe novamente a política de reserva de mercado da classe médica para a pauta.

Entenda o que aconteceu e como os médicos se beneficiam

A notícia divulgada diz que o Ministério da Saúde vai revisar a oferta de práticas integrativas no SUS. Mesmo que isso ainda não tenha um prazo para ocorrer, essa revisão deve revogar algumas práticas que a pasta considerar ‘sem resultados científicos comprovados’.

Atualmente são 29 práticas integrativas ofertadas pelo SUS, entre elas a Ozonioterapia, que tem sido notícia em nossos blogs ultimamente.

Como era de se esperar, a classe médica fez duras críticas, alegando que os recursos impostos não tem eficácia reconhecida, citando a ozonioterapia, cromoterapia, geoterapia e imposição de mãos como algumas dessas práticas ‘sem resultados científicos’.

Querendo alicerçar os argumentos dizendo que as práticas precisam ter eficácia e segurança para serem mantidas no programa do SUS, a classe médica entra mais uma vez na reserva de mercado.

Afinal, a possibilidade de ter outros profissionais da saúde ofertando terapias de qualidade consideradas como Práticas Integrativas afeta diretamente a indústria da doença, que faz com que os bolsos da classe médica permaneça sempre cheio.

Em contrapartida a essa notícia divulgada pela CBN, a Associação Brasileira de Enfermeiros Acupunturistas e enfermeiros de Práticas Integrativas, ABENAH, emitiu uma nota de repudio.

Confira a íntegra da nota da ABENAH:

É com consternação e revolta que recebemos a reportagem veiculada pela rádio CBN no dia 29 de julho de 2019 que trata da informação que o Ministério da Saúde vai revisar a oferta de práticas integrativas no SUS em função de solicitações de organizações médicas como o Conselho Federal de Medicina, Associações Médicas e outros interessados no extermínio das Práticas Integrativas, as Pics. Um panorama sem fundamento e tendencioso com domínio e imperialismo da categoria médica que não reconhece o notório saber de outros profissionais de saúde na área de práticas integrativas. Mas esse grupo supostamente conhecido como “defensor da ciência” não representa toda a categoria, há diversas exceções. Na verdade são defensores de seus bolsos cheios de dinheiro manchado pela dor de pessoas impedidas da oportunidade de SOMAR a seus tratamentos as Pics. Hoje a ciência avança em todos os sentidos e inclusive nas práticas integrativas. Se forem acessadas as principais plataformas de pesquisa científica, são infinitas as pesquisas nessa temática e com todo o respeito, com muita qualidade. Convidamos a todos os profissionais de saúde envolvidos com as Pics manterem-se firmes em seus objetivos e propósitos e se unirem da melhor forma possível para que possamos mais uma vez seguirmos o chamado do universo da harmonia e equilíbrio da mente e do corpo das pessoas que nos procuram cheios de esperança de um dia melhor.

Há se notar que sempre que outras áreas da saúde, como biomédicos, enfermeiros, farmacêuticos, fisioterapeutas, ingressam com atendimento aos pacientes, seja para ofertar procedimentos estéticos, ou ozonioterapia, como uma das práticas integrativas citadas, a classe médica se apavora. Praticamente todos os Conselhos de Classe já sofreram ações civis do Conselho Federal de Medicina, que vive tentando tolher os profissionais de trabalharem com estética.

A reserva de mercado é real, por isso, assim como diz a ABENAH, a necessidade de se documentar procedimentos, resultados, capacitar-se, atuar com segurança e experiência é cada vez mais urgente e fundamental. Para que no futuro a classe médica não tenha chances de revogar resultados e conhecimento que os profissionais da saúde já conquistaram.

Em sua página do facebook, a Associação Brasileira de Fisioterapia integrativa também manifestou sua indignação contra a notícia divulgada.

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