Presença de socorrista poderia ter evitado morte da finalista Musa do Brasil

Uma das finalistas “Musa do Brasil”, Raquel Santos, morreu após se submeter a um procedimento estético, no final da tarde desta segunda-feira, dia 11.
Raquel sofreu uma parada cardíaca após sofrer complicações em um procedimento estético realizado na clínica do cirurgião-plástico Wagner Moraes. Após aplicação de substância preenchedora no rosto, começou a sentir o coração acelerado e muita falta de ar. Por não oferecer profissional treinado para prestar o primeiro socorro, a modelo foi levada para o hospital. Ao chegar no local, ela sofreu uma parada cardíaca.
De acordo com a enf. tec. Alice Consuelo Andrade, se o consultório médico oferecesse a segurança de uma enfermeira treinada para realizar todo procedimento necessário de pré-atendimento hospitalar, a morte de Raquel poderia ter sido evitada.

“Além de um enfermeiro socorrista, a clínica deveria oferecer aparato material e físico para que o profissional pudesse socorrer o paciente em um caso como este. Oferecer um local adequado para no caso, realizar uma massagem cardíaca, oferecer um desfibrilador que o próprio médico poderia ter usado na hora. O ambu também poderia ter ajudado, que é um equipamento se usa em uma parada cardíaca. É um respirador mecânico em forma de um “balão” que auxilia na respiração em uma possível parada respiratória”, diz.
“Uma enfermeira capacitada, poderia ter realizado a observação da paciente, os sintomas que ela deveria estar apresentando na hora e comunicar ao médico e prevenir maiores problemas. A observação da enfermagem é muito importante. É um outro olhar. Talvez pudesse ter sido evitado”, finaliza.
Nesse caso todos os consultórios de estética devem ter esse tipo de recurso?
Fica inviável, até pq o uso de preenchedores faciais é tido como procedimento comum na estética. Claro que talvez nesse caso tenha faltado uma avaliação criteriosa do estado de saúde da paciente, medicações, alergias e toda a ficha inicial.