Veja os cinco problemas dos cursos EaD na área da saúde, segundo o Cofen

Desde o início do ano o Cofen (Conselho Federal de Enfermagem) tem feito campanhas nas redes sociais com o objetivo de valorizar os cursos de enfermagem presenciais. Tanto o Cofen, quanto os Conselhos Regionais têm se mostrado empenhados em destacar a importância do aprendizado presencial do curso de enfermagem, por conta de toda a vivência […]
Desde o início do ano o Cofen (Conselho Federal de Enfermagem) tem feito campanhas nas redes sociais com o objetivo de valorizar os cursos de enfermagem presenciais. Tanto o Cofen, quanto os Conselhos Regionais têm se mostrado empenhados em destacar a importância do aprendizado presencial do curso de enfermagem, por conta de toda a vivência prática que só o curso presencial pode proporcionar. Os órfãos, federal e regionais, ressaltaram os benefícios causados pelos avanços tecnológicos e pesquisas, mas não acreditam que os cursos em Saúde a distância possam mostrar aos estudantes a realidade que o profissional irá encontrar no seu ambiente de trabalho mais comum, dentro de hospitais e de equipamentos de saúde. Diante desse crescente aumento de cursos voltados para áreas da saúde a distância, em 2015 foi realizada a operação EaD para verificar in loco as condições de formação oferecidas por esse tipo de cursos de Graduação. Entenda os principais problemas que foram identificados: 1) Insuficiência de estruturas mínimas nos polos presenciais, inclusive bibliotecas e laboratórios para disciplinas como anatomia, bioquímica, fisiologia, microbiologia, imunologia, parasitologia, entre outros. Faltam equipamentos como microscópios, estufas, fotômetros, vidrarias e outros insumos necessários para as aulas práticas exigidas por lei. Também não foram encontrados, na maioria dos polos, laboratórios específicos de Enfermagem, imprescindíveis à formação do Enfermeiro, bem como convênios para o estágio. 2) Existência de cursos clandestinos, ofertados por Institutos de Ensino Superior que não têm sequer registro junto ao Ministério de Educação. Trata-se de ter autorização para o funcionamento. 3) Descompasso entre oferta de cursos e as necessidades da Saúde da população. O mercado de trabalho dos municípios não tem capacidade de absorver nem mesmo uma ínfima parcela dos graduandos ou sequer oferecer práticas de estágio necessárias à formação. 4) Descumprimento de exigências legais. Um dos requisitos de formação definidos pelo próprio Ministério de Educação é o aprendizado em atividades práticas e Estágio Supervisionado, conforme a Resolução CNE/CES Nº 04/2001 e o Decreto 5722/2005. Para Enfermagem, as Diretrizes Curriculares Nacionais exigem carga horária mínima de 4 mil horas integralizadas em cinco anos, o que, muitas vezes, nao é cumprido. 5) Risco eminente à Saúde da população. O profissional graduado executa procedimentos complexos, que, se mal executados, representam risco de morte ao paciente. São procedimentos como sondagem naso-gástrica, aspiração orotraquial, sondagem vesical de demora, picc (cateter venoso central com inserção periférica), coleta de gasometria, entre outros. Queremos saber sua opinião. Você enfermeiro esteta acredita na formação dos profissionais da saúde a distância? O enfermeiro esteta que fez sua especialização, ou está cursando sua pós-graduação em estética sabe o quão importante é o conhecimento adquirido na prática, principalmente para trazer a segurança em relação a aplicação dos procedimenos posteriormente. Aproveite nosso espaço do Blog e deixe sua opinião sobre esse assunto!   [widgetkit id=”10″ name=”BANNER PÓS-GRADUAÇÃO ENFERMAGEM – 30-01-2017″]

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