Aluna de Enfermagem Estética do Nepuga estuda diferenças e aplicações dos peelings químicos

A pós-graduanda em Enfermagem Estética Dra. Indiana de Oliveira e Silva do Nepuga (Núcleo de Estudos Dra. Ana Carolina Puga) realizou um estudo sobre a aplicação de peelings químicos nos tratamentos estéticos. O estudo foi feito como Trabalho de Conclusão de Curso para sua especialização na cidade de Belo Horizonte. De acordo com a pesquisa, levantamentos mostram que a […]

A pós-graduanda em Enfermagem Estética Dra. Indiana de Oliveira e Silva do Nepuga (Núcleo de Estudos Dra. Ana Carolina Puga) realizou um estudo sobre a aplicação de peelings químicos nos tratamentos estéticos. O estudo foi feito como Trabalho de Conclusão de Curso para sua especialização na cidade de Belo Horizonte.

De acordo com a pesquisa, levantamentos mostram que a utilização do peeling químico proporciona a reorganização das fibras elásticas danificadas pela exposição solar, estimula a produção de colágeno, desencadeia a renovação celular dos tecidos e rejuvenesce a pele fotoenvelhecida.

Os principais ácidos utilizados no peeling químico são o glicólico, retinoico, mandélico e tricloroacético (ATA). O uso dessas substâncias se mostra eficaz para a estética facial, eliminando problemas como envelhecimento cutâneo, acne vulgar, melasma, dentre outros.

Como os peelings funcionam

O peeling químico melhora a aparência da pele porque provoca descamação e faz surgir uma pele lisa e menos enrugada. O procedimento proporciona esfoliação das camadas mais externas, estimula e ativa o crescimento celular e dá uma aparência mais saudável da pele, graças às mudanças na arquitetura celular do tecido epitelial.

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Em quais casos os peelings são indicados

Esse tipo de tratamento é indicado para combater: envelhecimento facial (rugas), melanoses, queratoses actínicas, melasmas, hiperpigmentação pós-inflamatória, acenes e suas sequelas ao tecido, estrias, clareamento de pele, fotoenvelhecimento.

De acordo com o levantamento da Dra. Indiana, um estudo com 30 pacientes de fototipo II, III, IV e V submetidos a peeling de ácido retinóico a 5% ou 10%, realizando 4 sessões a cada 2 semanas, orientando os pacientes a retirar o produto seis horas depois da aplicação, e fazer o uso de fotoprotetor mostrou que o peeling de ácido retinóico é eficaz e seguro no tratamento de melasma, porém não apresentou diferença de melhora quando comparado às concentrações de 5% e 10%.

Pardo (2010) e Cunha (2014) relatam o uso de ácido retinoico no tratamento de acne comedolítica e esfoliante. Além de ser empregado no pré-peeling e quando o paciente é submetido a laser, como forma de prevenir hiperpigmentação pós-inflamatória, garantir a uniformidade da aplicação do agente agressor e promover uma reapitelização mais rápida do tecido.

Segundo Moreira e Colaboradores os peeling químicos podem ser empregados no tratamento de melasma, por diminuir a síntese de melanina e inibir a atividade da tirosinase, entre eles a solução de Jessner, ácido salicílico, ácido glicólico e ATA, sendo ácidos importantes e com o mesmo mecanismo de ação.

O levantamento da Dra. Indiana diz que os peeling químicos podem contribuir para o tratamento de melasma, e para o tratamento de outras diversas dermatoses, porém isso ocorre mais pela experiência da prática profissional do que estudos bem controlados e reprodutíveis. O autor ainda decorre que o ácido glicólico pode ser associado a tratamentos tópicos, com produção de resultados ainda melhores e mais rápidos.

Ácido glicólico é o mais utilizado nos peelings químicos

O ácido glicólico é o peeling químico mais utilizado em consultório. Tendo sua indicação principal no tratamento de acne e rugas, também aumenta a hidratação da pele. Além de regularizar a queratinização e diminuir a ligação entre os corneócitos e aumentar a elasticidade da pele.

A pesquisa também concluiu que o ácido tricloroacético (ATA) é excelente no tratamento de peles danificadas por acne, além de apresentar menos risco de complicação, quando comparado ao peeling de fenol, porém com eficácia reduzida. Entretanto, tornou-se o ácido mais utilizado para atingir profundidade superficial e média, podendo ainda ser combinados a outras substâncias ácidas.

O ATA pode ser utilizado ainda para rejuvenescimento no tratamento de pele danificada por acne, bem como para a cicatrização e rugas profundas. Podendo ser aplicado como peeling superficial e médio, com concentrações que varia de 10 a 75% em solução aquosa. E bastante utilizado na prática clínica, devido sua ausente toxicidade sistêmica.

O peeling de ácido glicólico pode ser usado em todos os tipos de pele e regiões do corpo. Sua aplicação crescente de profundidade e aplicação é rosa, vermelho, epidermólise e formação do frosting. Não há um tempo definido de permanência do ácido, usado na maioria dos casos à formação de eritema como marcador de neutralização, para que se possa evitar a formação do frosting, não ocasionando a formação de cicatriz. A neutralização do ácido deve ser feita com bicabornato de sódio ou água corrente. As indicações do ácido glicólico são variadas, usados no tratamento de fotoenvelhecimento, rugas, melanoses, estrias, queratoses actínias, hiperpigmentação pós-inflamatória, entre outras.

Os ácidos são utilizados ainda no tratamento de acne devido sua capacidade em diminuir a coesão dos corneócitos em baixa concentração e provocar a separação dos queratinócitos e epidermólise em concentrações elevadas. Ácido glicólico, por exemplo, em concentrações de 5 a 15% pode reduzir a inflamação causada pela Propionibacterium acnes, microrganismo causador de acne. Pode ainda conduzir descamação espontânea de pústulas com desprendimento dos queratinócitos, revestido do epitélio folicular e descida ao ducto da glândula sebácea devido a mais rápida penetração ácido através da epiderme e estrato córneo.

Ácido retinoico

O acido retinoico é utilizado em concentrações que varia de 5 a 12%, indicado em casos de fotoenvelhecimento leve e moderado, melasma, acne, cicatrizes superficiais e hiperpigmentação pós-inflamatória. Não sendo recomendado para gestantes. O peeling de ácido glicólico apresenta penetração variável, e de pouca recomendação para peelings médios e profundos, sendo utilizado em sua maioria em concentrações que varia de 30 a 70%, e sua penetração varia conforme o pH. O ácido mandélico penetra de forma lenta e uniforme na epiderme, ideal para peles sensíveis, e no tratamento de acne ativa e hiperpigmentação pós-acne.

Ácido glicólico

O acido glicólico é eficiente no tratamento de melasma, seu potencial esfoliante reduz a pigmentação excessiva da área acometida pela hipermalatogenese, realizando um afinamento do estrato córneo e alisando a superfície cutânea em comprometer a melanina diretamente. O acido glicólico pode ser aplicado em todas as regiões do corpo e indicado a todos os tipos de pele.  Apresenta ainda, efeito positivo e no tratamento e estrias, ceratoses actinicas, melasma, acne, rugas finas e lesões causadas por fotoenvelhecimento. Deve ser evitado o contato com sol por ser sensível a luz solar, além de causar hiperpigmentação pós-inflamatória.

O tratamento de acne deve ser realizado o mais precoce possível, com o objetivo de diminuir propensão e cicatrizes do tecido. Os produtos tópicos aplicados atuam na lesão inibindo a secreção de sebo, queratolíticos e comedolíticos, reduzindo a proliferação bacteriana e melhorando o quadro inflamatório do paciente. Estudos relatam que a proliferação bacteriana de Propionibacterium acnes pode diminuir com o uso de ácido glicólico e ácido retinoico. Porém, o tratamento com ácido provoca vermelhidão, ardência, queimação e sensibilidade ao sol desta forma se fazem necessário o uso de fotoprotetores como forma complementar ao tratamento e evitar hiperpigmentação da região aplicada.

Quem quiser entender melhor a pesquisa da Dra. Indiana e acessá-la de forma completa pode clicar aqui.

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