É presa quadrilha que revendia produtos estéticos ilegalmente em Salvador

Grupo usava receitas e carimbos de médicos para revender produtos estéticos ilegalmente em Salvador. No último dia 18 de outubro, quatro pessoas foram presas após serem flagrados em um esquema de compra e venda ilegal de produtos estéticos. No período de um ano, o grupo faturou mais de R$ 1 milhão, de acordo com informações […]
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Grupo usava receitas e carimbos de médicos para revender produtos estéticos ilegalmente em Salvador.

No último dia 18 de outubro, quatro pessoas foram presas após serem flagrados em um esquema de compra e venda ilegal de produtos estéticos. No período de um ano, o grupo faturou mais de R$ 1 milhão, de acordo com informações da Polícia Civil. O grupo era formado por dois homens e três mulheres, Alisson Souza de Araújo, 23 anos, Flávio dos Santos, 33, Flávia Peçanha Martins de Cavalcanti, 33, Genniffi Loise Batista Coutinho, 22, e Maria Ledaiane Andrade Cruz, 27. A última foi liberada pela Justiça, por estar amamentando o seu bebê de quatro meses. “O flagrante foi feito quando dois deles estavam com uma receita falsa perto de uma farmácia de manipulação, em Armação”, disse a delegada responsável pelo caso, Glória Izabel Ramos. [widgetkit id=”54″ name=”quadrilha botox”] Entre os medicamentos apreendidos pela polícia estão 367 ampolas contendo toxina botulínica tipo A, de diversas marcas, 405 micro-agulhas, ampolas com anabolizantes, diversos aparelhos de rejuvenescimento. Além de carimbos e receituários com o nome de médicos atuantes nas áreas de cirurgia plástica e neurologia de Salvador.

O esquema

O esquema era feito em sua maioria pela internet, os suspeitos compravam medicamentos em sites de todo o país com registros falsos dos médicos e os revendia na capital baiana. Estima-se que cada caixa de toxina botulínica, que vale cerca de R$600,00 era revendida por até R$2 mil reais. De acordo com a polícia, Flávio e Alisson se passavam pelos médicos, na internet, já Flávia, que é formada em Fisioterapia, era responsável pelas vendas de produtos. E Genniff, tinha a missão de receber os produtos em casa. Além dos receituários falsos, a quadrilha também utilizava os nomes dos médicos no momento da compra. “Eles colocavam o nome do médico, mas o número era de um cartão clonado ou falso. Quando a operadora fazia a cobrança pela falta do pagamento, eles entravam em contato com o médico para cobrar, e o médico, por sua vez, dizia que não fez a compra. Quando o médico nos procurou, começamos as investigações”, explicou a delegada.

A investigação continua

Antes do flagrante a Polícia Civil já investigava o bando há seis meses, o esquema foi descoberto após um dos médicos que teve o seu nome usado pela quadrilha fazer uma denúncia. Com a intenção de pegar os bandidos em flagrante, a polícia alugou uma casa próximo onde os suspeitos atuavam e começaram a desvendar o esquema. Segundo a polícia, o grupo mudou muito o padrão de vida depois dos golpes, possuíam carros caros, de médio e alto padrão e ficavam mudando de casa regularmente para tentar despistar a polícia. Ao serem presos todos os suspeitos confessaram o crime e irão responder por organização criminosa. A polícia não descarta a participação de demais pessoas no esquema. A próxima etapa agora é descobrir se as pessoas que compravam os produtos dos criminosos foram enganadas ou sabiam do esquema.

Denuncie

Se você souber de algum esquema parecido com esse da reportagem denuncie imediatamente a Agencia Nacional de Vigilância Sanitária, agência reguladora que, dentre seus vários atributos, tem o papel de fiscalizar, autorizar o funcionamento de empresas de fabricação, distribuição, importação, bem como a comercialização de medicamento humano. Disque denúncia: 0800 642 9782 ou entre em contato pela Ouvidoria. [widgetkit id=”10″ name=”BANNER PÓS-GRADUAÇÃO ENFERMAGEM – 30-01-2017″]

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